quinta-feira, 14 de abril de 2011

Uma história de vida .

        Meu nome é Jorge, tenho 20 anos, aos três perdi meu pai, para uma doença muito trágica chamada AIDS, em que ele tinha contraído de sua amante, então, desde pequeno fui criado por minha mãe uma mulher guerreira e muito batalhadora, que sempre trabalhou para me sustentar sem a ajuda de ninguém, aos 10 anos, arrumei meu primeiro emprego para ajudar minha mãe nas dispensas da casa, que não eram poucas. Fui trabalhar de ENTREGADOR DE JORNAIS em minha cidade.
              Aos 13 anos, comecei a namorar com Carla uma menina muito bonita, e que talvez tenha sido minha perdição, o pai dela era o chefe da boca de fumo de uma favela próxima de minha casa, não me sentia bem quando ia visitar ela, pois o pai dela não tinha vergonha nenhuma de dizer isso, e jogar na minha cara que eu não fumava nem bebia, Carla já era meio que uma perdida, fumava, bebia de chegar cair, e ainda ficava me induzindo a seguir o mesmo caminho, o pai dela ficava dizendo que homem que é homem tem que fumar tem que beber, com 14 anos não aguentei a pressão e pus a boca meu primeiro cigarro, na hora foi horrível senti uma queimação por dentro que aumentava mais e mais, tirei-o de minha boca rapidamente, e comecei a tossir, Carla e seu pai começaram a rir de minha cara, me senti constrangido com isso tudo. Fui para casa furioso com a situação, eu já ia saindo da casa de Carla quando o pai dela me chamou e estendeu a mão segurando um maço de cigarro dizendo que eu iria precisar, ignorei-o e fui embora.
         Cheguei a casa minha roupa estava fedendo a cigarro, não querendo que minha mãe sentisse o cheiro fui direto para o banheiro tomar banho, ao sair de lá de dentro, percebi que estava com vontade de fumar, começou a me dar uma tremedeira, e voltei para casa de Carla, para fumar. Ao entrar lá o pai dela veio até a mim com maço de cigarros na mão dizendo que sabia que eu iria voltar dali em diante me dei conta que estava viciado em cigarro sabia que naquela altura do campeonato não conseguiria parar de fumar.
          Passei a fumar não apenas cigarros, mas também maconha, logo me envolvi com bebidas, mas não era cerveja não, era cachaça mesmo, minha mãe assim que descobriu decidiu me botar para fora de casa, não tinha onde morar, fui parar debaixo da ponte  fumando e cheirando drogas variadas, passei pela maconha, cocaína até que cheguei no crack.
          Com 15 anos engravidei minha namorada, eu não queria que ela tivesse esse filho, fui quando indiquei a ela uma clinica de aborto, me arrependo até hoje de ter feito isso, minha namorada chegou a ir nessa clinica ate o pai dela descobrir que ela estava gravida, ele ficou furioso e não deixou ela fazer esse aborto disse que ela iria ter que cuidar desse filho sozinho, proibiu eu e ela de se ver. Sentir-me sozinho nessa hora, vi meu passado em questões de segundos. Queria nessa hora morrer, me suicidar, mas fui forte e segui em frente, sem beber e sem fumar. Fui há uma festa de um amigo, que seguiu pelo mesmo caminho que eu, o das drogas. Não aguentei e voltei a beber, depois disso não me lembro de, mas nada...
           Hoje estou desacordado em coma induzido, ouvi os médicos dizerem que eu fui encontrado desacordado, com suspeita de alcoolismo. Um conselho para todos nunca vá pelo caminho que eu fui, das drogas da prostituição, beber não é crime, crime é você beber tanto de chegar cair. Porque a pior coisa que tem é você precisar dos outros para ter que voltar pra casa, bêbado.                                   Fim...                                

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